Cultura do Fazer Manual

23 de dezembro de 2025
Tendemos a pensar que futuro vem de mãos dadas às máquinas e tecnologias. Ao mesmo tempo que chegamos em um...
25 de novembro de 2025
“Cabeça pensa onde o pé pisa”, diz Frei Betto. Os sonhos não podem estar nas nuvens. Arrisco dizer que são...
6 de outubro de 2025
Nossos cérebros adoram novidade. As redes sociais exploram essa brecha, o mercado exige inovação. Queremos sempre algo novo. No senso...
11 de setembro de 2025
Lembrar é o presente de uma viagem no tempo. A memória constrói uma ponte que conecta passado, presente e futuro....
19 de agosto de 2025
O fazer artesanal sempre se enlaça no tempo,  pede espaço, enquanto cria outro tempo. Quem cultiva a qualidade manual em...
15 de julho de 2025
 ‘Trazer de volta’: é isso que significa o termo ‘relatio’, origem da nossa palavra “relação”, em latim. Ela também quer...
16 de junho de 2025
Já parou pra pensar que o fato de sermos bípedes nos possibilitou desenvolver um outro modo de aprender com o...
17 de março de 2025
Nossas mãos contam histórias. Elas trazem linhas de leitura, trazem espaços para adereços, fazeres e afazeres. São símbolos de uma...
7 de março de 2025
Falar sobre nós, seres humanos, é falar sobre o que nos diferencia de todos os outros reinos. É trazer para...
17 de dezembro de 2024
Ano chegando ao final e um olhar para onde caminhamos. E quando olhamos para esse caminhar percebemos quão desafiadores foram...

ARTESANAL - MANIFESTO

As mãos como ponte dos afetos de dentro para fora
dão forma ao pensamento, à singular expressão.

O artesanal mobiliza o que há de mais humano em nós:
imaginar, criar e fazer,
dar sentido às emoções, memórias, relações,
dar formas, cores, sabores, funções,
dar movimento e beleza.

Nosso ativismo artesanal acontece no “fazendo”:
no olhar sobre e para o mundo,
na escolha de como consumimos e ocupamos o mundo,
na valorização do pequeno, do local e do autoral,
no manejo do corpo com as ferramentas e os materiais,
no aprendizado com o erro, a repetição e o tempo do fazer,
no contato com a natureza e nossas raízes artesãs.

É no “fazendo” que nos colocamos
corajosamente em atrito com o nosso fazer;
é no “fazendo” que transformamos
as coisas, a nós mesmos e o mundo para,
aos poucos,
reacender a sabedoria que está dentro de nós,
de cada um de nós,
de nossa ancestralidade e
do que queremos criar com sentido neste mundo.

Por um mundo feito à mão, um mundo feito por nós!