As mãos como ponte dos afetos de dentro para fora dão forma ao pensamento, à singular expressão.
O artesanal mobiliza o que há de mais humano em nós: imaginar, criar e fazer, dar sentido às emoções, memórias, relações, dar formas, cores, sabores, funções, dar movimento e beleza.
Nosso ativismo artesanal acontece no “fazendo”: no olhar sobre e para o mundo, na escolha de como consumimos e ocupamos o mundo, na valorização do pequeno, do local e do autoral, no manejo do corpo com as ferramentas e os materiais, no aprendizado com o erro, a repetição e o tempo do fazer, no contato com a natureza e nossas raízes artesãs.
É no “fazendo” que nos colocamos corajosamente em atrito com o nosso fazer; é no “fazendo” que transformamos as coisas, a nós mesmos e o mundo para, aos poucos, reacender a sabedoria que está dentro de nós, de cada um de nós, de nossa ancestralidade e do que queremos criar com sentido neste mundo.